Sexta-feira, 15 de maio de 2009
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Há nove anos, todo o Brasil se mobiliza no dia 18 de maio para a conscientização em relação ao combate ao abuso e exploração sexual, pois é necessário todo um movimento em prol de nossas crianças e adolescentes.
Este dia foi escolhido para esta conscientização porque nesta data, em 1973, em Vitória, capital do Espírito Santo, uma menina chamada Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, foi espancada, violentada e assassinada.O caso chocou o país, principalmente porque os assassinos, que faziam parte de famílias influentes na cidade, ficaram impunes. A barbaridade do ato e a impunidade foram consideradas tamanhas que o caso tornou-se uma forte referência em se tratando de violência sexual contra crianças e adolescentes. Desde 17 de maio de 2000, com a Lei nº 9.970, em menção à este brutal ato ocorrido no Espírito Santo, foi-se instituído o dia 18 de maio como o dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes.
Entretanto, não basta que fiquemos chocados com a descrição de atos de barbárie referentes a abuso sexual com menores; é essencial que eles sirvam como exemplo e nos ajude na tomada de consciência em relação às denúncias que nós, cidadãos, temos que fazer sempre que suspeitarmos que algo neste sentido esteja acontecendo com as crianças de nosso município.
Muitos têm medo de denunciar. Medos diversos que não passam de uma atitude egoísta, já que, enquanto se omitem, as crianças estão sofrendo.
Entre muitos sintomas decorrentes do abuso sexual, há a queda de rendimento na escola, o surgimento de um comportamento agressivo ou irritadiço e uma desestrutura emocional que a criança carregará para a vida adulta, caso não sejam realizados os devidos acompanhamentos profissionais. É possível que se tornem pais agressivos e pessoas infelizes.
Portanto, é nosso dever como cidadãos observarmos e denunciarmos sempre que necessário. Caso contrário, somos cúmplices dessa situação, tornando-nos então tão responsáveis pelo abuso sexual quanto aquele que está cometendo o ato.
Para efetivar as denúncias ligue 100 ou comunique ao Conselho Tutelar de seu município.É essencial a participação de toda a comunidade para impedir tanto a violência sexual quanto o abuso, que está relacionado, entre outras coisas, com a prostituição infantil. Não devemos nos prender às críticas sem antes apresentar uma participação ativa no combate ao abuso e exploração sexual. Denunciem, em defesa da criança e do adolescente e em defesa de toda a sociedade.
Esperamos a sua participação no combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes. Eles precisam de você!
Por: Josemary Giraldi
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