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NOSSA CIDADE / História
 
História de Godoy Moreira
   

A região do Vale do Ivaí na qual hoje está o município de Godoy Moreira era mata até 1960.  Na década de 60 passou a receber alguns picadeiros que adentraram na mata virgem enfrentando toda espécie de obstáculos.   A área de terras era formada pela Gleba Ubá, pertencente a Francisco Elias Godoy Moreira.

Com a abertura do loteamento da Gleba Ubá, deu-se a chegada de agricultores dos mais diferentes pontos do Estado e do País.  Em 1969 o ponto de comércio mais próximo era o município de São João do Ivaí. Na década de 70, Godoy Moreira passou a ser distrito de São João do Ivaí, através da Lei Estadual n.º. 915 de 02/09/1977.  Em 1988 foi iniciado o movimento visando à elevação a categoria de município.

Godoy Moreira que era distrito de São João do Ivaí, no dia 5 de abril no de 1989 tornou-se município através do trabalho das lideranças políticas da época, com a realização de um plebiscito, através da Lei Estadual nº. 8.847 de 05/04/1989, desmembrando-se do município de São João do Ivaí. No dia 15 de novembro do mesmo ano foi realizada a primeira eleição onde se elegeu o Senhor Lindro Rodrigues como o primeiro prefeito de Godoy Moreira com o mandato de três anos.

Por volta dos anos 70, mesmo antes da emancipação do município a cultura do café era bem estabelecida nesta região, entretanto, após uma forte geada, a “geada negra”, no ano de 1975 acabou matando todas as lavouras e os produtores ficaram totalmente desmotivados. Atualmente existem apenas 41 ha de cultivo de café, o que resulta numa parcela da economia municipal.

No período de sua emancipação no ano de 1989 as culturas que predominavam eram a do feijão, milho, algodão e mandioca, porém, a principal atividade era a primeira, devido a suas terras férteis considerada por muitos, as melhores do Vale do Ivaí, além da alta produtividade davam ao município o titulo de Capital do Feijão.

Na mesma época iniciaram-se os plantios de algodão incentivado pela cooperativa COAMO que na época instalou um entreposto no município devido a uma produção muito elevada chegando à média de 400 arrobas por Alqueire. Neste período a EMATER já atuava neste município e através do técnico agrícola Sidnei Guerra já alertava os produtores que a sucessão de feijão e algodão não produziria bons frutos, pois além de manter determinadas pragas num mesmo local também acarretavam destruição do solo causando muita erosão, assoreamento de rios e um uso indiscriminado de agrotóxicos.

Com o passar dos anos estas culturas não deram mais ao agricultor o retorno esperado, devido à redução da fertilidade do solo e falta de parcerias, tornando-se assim inviáveis para o pequeno produtor e causando um grande êxodo rural.

Como forma alternativa iniciou-se na mesma época o plantio de mandioca de mesa pelos produtores Rubens Martins de Oliveira e Sebastião Rodrigues Moreira e família, que além de produzirem também comercializavam a produção de outros pequenos produtores, inicialmente levada para o Ceasa de Curitiba.

Ao notar-se a evasão da população para os grandes centros e que a pobreza no município estava a cada dia maior, algumas lideranças e produtores passaram a buscar novas alternativas de renda, foi ai que surgiu os sericicultores, que no ano de 1995, incentivados pelo Sr. Sidnei Guerra, técnico da Emater, pelo prefeito da época, José Antonio Cesário, Câmara de vereadores e em parceria com a BRATAC começaram um trabalho com 3 famílias,  sendo elas representadas pelos produtores Sebastião Fernandes, José Dário e João Carlos Rosa que tiveram todo o apoio da prefeitura através da mão de obra para construção dos barracões e aquisição das mudas de amora.  Assim iniciou-se um trabalho o que ocasionou num aumento do número de produtores chegando a 80 no ano de 2007, porém, com o passar dos anos, diversos produtores deixaram a atividade, não apenas pela crise do preço, mas também por existir novas alternativas de renda além da escassez de mão de obra.  Assim houve uma redução no número de produtores e hoje são apenas 44 que continuam nesta atividade.

Ainda em 1995 a cultura da mandioca também teve um grande acréscimo e em 2011 já existiam 200 ha sendo cultivados. Hoje produtores não precisam mais se deslocar até Curitiba para vender sua produção, pois vêm compradores de todas as regiões do estado buscar a produção na propriedade.

Em 30 de junho de 1997, fundou-se o CMDR (Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural), a fim de contribuir para com o desenvolvimento da Agricultura Familiar no município e com a administração municipal.

Mas através dos registros que existem, as primeiras ações começaram em 2001 quando este conselho contava com o Senhor José Jorge Cardoso como presidente, em assembléia aprovaram a aquisição de uma patrulha rural composta por 01 (um) trator 75 cv da Massey Ferguson, 01 (um) pulverizador de 600 lt Jacto, 01 (um) arado de 3 hastes reversíveis, aprovando também a forma de trabalho e quais as comunidades que seriam atendidas por esta patrulha. No primeiro instante as comunidades que seriam atendidas eram: Água do Mangueirão, Bananeira e Água da Anta, respectivamente.

Contando com este apoio do CMDR, que já vinha bem atuante desde 2001, no ano de 2003 o Senhor José Antonio Cesário, prefeito da época, procurou os representantes deste conselho para propor um trabalho com os produtores de leite, incentivando com a disponibilização de um resfriador comunitário, onde os produtores pudessem entregar sua produção. Assim iniciou-se este trabalho, porém sem grande êxito, pois a produção ainda era pequena e com baixa qualidade, além do que a maioria dos produtores achava melhor entregar o leite cru na “rua” ou ainda para a Colarí, pois o caminhão buscava a produção na propriedade.

Por volta de 2002 alguns agricultores notaram que a diversificação seria uma boa alternativa para pequena propriedade e então deram início ao cultivo do maracujá, porém, não buscaram conhecimento, como também não se organizaram causando desmotivação e redução do plantio.

Entretanto, alguns anos depois, outros agricultores retomaram a atividade do maracujá, mas desta vez se organizaram em Associação, buscaram conhecimentos técnicos através de cursos do SENAR e parcerias com o EMATER.  Esta segunda tentativa teve início em 2006 através dos produtores João Carlos Rosa, Nahor Ferreira Damasceno, Jazon Antonio dos Santos, José Sotero, Sebastião Sotero, Pedro Benedito da Silva, Darci Rosolén, Gilmar dos Santos, José Aparecido da Silva, Vitor Candido da Silva e João Roberto da Silva.

Este grupo em parceria com a Prefeitura de Godoy Moreira, que na época ainda tinha como prefeito o Senhor José Antonio Cesário, como secretario geral Senhor José Gonçalves e Primis de Oliveira como vereador, visitaram alguns produtores em Corumbataí do Sul que na época já havia estabelecido a cultura do maracujá como forte alternativa de renda. Após esta visita estes mesmos produtores organizaram a associação de produtores, APROG (Associação dos Produtores Rurais de Godoy Moreira), que no primeiro ano chegaram a produzir 40 toneladas, mas não tinham a comercialização garantida, passaram por diversas dificuldades, dependendo de atravessadores que não compravam toda a produção.

Em 2007, quando já havia a assistência técnica do recém formado Técnico Agrícola Anderson Tobias e com um pouco mais conhecimento sobre a cultura, a associação procurou outras parcerias que garantisse a total comercialização da produção e que todos os produtores pudessem ser contemplados. Assim nasceu a parceria entre APROG e APROCOR de Corumbataí do Sul que juntas produziam uma grande quantidade de maracujá.       

Neste segundo ano de atividade (2007) a Associação de Godoy Moreira já contava com 40 produtores e uma produção de 220 toneladas. No terceiro ano (2008) a APROG já produziu 290 toneladas com apenas 65 produtores. No ano de 2009 a Associação e a Prefeitura de Godoy Moreira passou a contar com a ajuda de Beatriz Santos Meira, Engenheira Agrônoma recém formada, cedida pela APROCOR, em parceria com o Programa Federal, Universidade sem Fronteiras, que juntamente com o técnico agrícola Anderson Tobias e o produtor Darci Rosolén contribuíram para que a produção pudesse alcançar um montante de 500 toneladas, com 120 produtores. Em 2010 a produção foi de 750 toneladas com 150 produtores familiares e mais de 30 mil pés de maracujá plantado.

No ano de 2010, surgiu em Corumbataí do Sul COAPROCOR, descendente da APROCOR, uma cooperativa de agricultores familiares que abrange todos os seus parceiros a fim de comercializar um maior volume de fruta, além de oferecer aos produtores a garantia de comercialização de toda a produção de Maracujá e a comercialização de insumos para continuidade da atividade. Neste mesmo ano de 2010, através do esforço e entendimentos do prefeito municipal Primis de Oliveira, do vice José Gonçalves, da secretaria municipal da agricultura de Godoy Moreira, e da APROG a COAPROCOR instalou um entreposto em Godoy Moreira para facilitar todo o processo de atendimento aos produtores.

Entre as culturas incentivadas na diversificação, teve início em 2007 a produção de tomate em ambiente protegido, com apenas com um produtor; o Senhor Mauro Nunes da Rosa, que também procurava alternativas para poder se manter na propriedade. Por este motivo, procurou a prefeitura, mais precisamente o Senhor José Gonçalves e juntos foram visitar outras estufas no município de Faxinal a fim de conhecer um pouco mais sobre esta cultura e a forma de conduzi-la.

Em 2011 chegou a 105 estufas onde eram cultivadas principalmente tomate, além do cultivo de pimentão e pepino. Tornou-se então uma forte fonte de renda para o pequeno produtor.  Porém, tinha alguns pontos a serem melhorados, como: a organização dos produtores para obterem melhor  mercado com justo; manejo correto; uso adequado de agrotóxicos; e uma melhor preparação através de planejamento do produtor na hora que decidir iniciar-se na cultura. Como o aumento de produtores na atividade foi muito rápido sem a devida organização, muitos desistiram, ficando somente os que utilizaram as tecnologias recomendadas e tomaram os devidos cuidados no planejamento.

No ano de 2010, retomou-se o trabalho com os produtores de leite com a contratação do médico veterinário Urias Neto pela Prefeitura através pela Prefeitura e com a chegada do agrônomo Nei Rech pela EMATER.  Mas foi apenas em fevereiro de 2011 que após uma reunião com os produtores José Marcílio de Oliveira Neto, Celso Campos Jorge, José Antonio Caes, Osmar Moreira, Antonio Moreira Avelino, Mario Pereira da Silva, Darci Rosolén, César Ariose, Ailton da Silva Braga e José Quintino da Silva, onde formaram uma associação dos produtores de leite que tinham o intuito de aumentar a quantidade e a qualidade do leite e assim buscar melhores preços que a atividade começou a tomar novos rumos. Deste momento em diante começou então um trabalho com os produtores através de cursos, visitas técnicas a outros municípios e financiamentos através do Pronaf Investimento do Banco do Brasil, que resultou na aquisição de 30 novilhas prenhas da raça Jersey, gerando ao produtor uma melhoria do rebanho.

Com a criação desta associação, a utilização daquele resfriador comunitário, adquirido na gestão anterior tornou-se mais proveitosa, houve um acordo entre o laticínio MW LTDA de Jardim Alegre e os produtores o que garantiu um preço mais justo, o conseleite padrão ao leite que fosse entregue no resfriador.

 

REALIDADE ATUAL

 

            Durante estes 24 anos que Godoy Moreira possui de emancipação política, a situação da agricultura e dos agricultores mudou muito, tanto, em pontos positivos quanto em pontos negativos.

 
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